Baixe o "Cd" das músicas do Paulo Leminski!

"O bandido que sabia latim" é uma compilação de músicas de autoria do Paulo Leminski, reunidas por Natival, do blog Playlist Pessoal. O nome da coletânia vem do livro homônimo, de Toninho Vaz. Esse disco nunca foi lançado, mas é um ótimo modo de conhecer o que P.Leminski como compositor e letrista, com canções interpretadas por grandes nomes da música popular. 

O poeta Paulo Leminski tocando violão
Álbum "O bandido que sabia latim":
  1. Xixi nas estrelas - Guilherme Arantes (Guilherme Arantes - Paulo Leminski)
  2. Decote pronunciado - Moraes Moreira (Moraes Moreira - Pepeu Gomes - Paulo Leminski)
  3. Vamos nessa - Itamar Assumpção (Itamar Assumpção - Paulo Leminski)
  4. Filho de Santa Maria - Zizi Possi & Marcos Suzano (Itamar Assumpção - Paulo Leminski)
  5. Promessas demais - Ney Matogrosso (Moraes Moreira - Zeca Barreto - Paulo Leminski)
  6. Verdura - Caetano Veloso (Paulo Leminski)
  7. Polonaise - José Miguel Wisnik & Ná Ozzetti (Wisnik - Adem Michiowicz - Paulo Leminski)
  8. Valeu - Paulinho Boca de Cantor (Paulo Leminski)
  9. Pernambuco Meu - Moraes Moreira (Moraes Moreira - Paulo Leminski)
  10. Luzes - Arnaldo Antunes (Paulo Leminski)
  11. Além alma - Vania Abreu (Arnaldo Antunes - Paulo Leminski)
  12. Dor elegante - Zélia Duncan (Itamar Assumpção - Paulo Leminski)
  13. Subir mais - José Miguel Wisnik (José Miguel Wisnik - Paulo Leminski)
  14. Reza - Miriam Maria (Zeca Baleiro - Paulo Leminski)
  15. Coração de vidro - Ricardo Graça Mello (Guilherme Arantes - Paulo Leminski)
  16. (BIS) Xixi nas estrelas - Jair Oliveira(Guilherme Arantes - Paulo Leminski)
Para baixar, tem um link para o arquivo
no site "Playlist Pessoal"

Parabéns ao autor da compilação.

Para quem quer mais músicas, procure o trabalho da filha de Paulo Leminski, Estrela Leminski: em dupla em Música de Ruiz e também com a banda Casca de Nós.

Pichações de Leminski em São Paulo: "Poesia Pichada" e "Matéria é Mentira"

Muro pichado com poemas de Paulo Leminski
Créditos ao site "O Guia Verde", que registrou.

SE (Paulo Leminski)

se
nem
for
terra
se
trans
for
mar

[tudo claro] (Paulo Leminski)

        tudo claro
ainda não era o dia
           era apenas o raio

[do livro Distraídos Venceremos]

Parte 4 do cap. 15 de "Agora é que são elas"

— A glória é o aplauso dos pais, disse Propp, me dando um tapinha na bunda, e me impelindo para o salão, onde entrei sob cataratas de palmas, que agradeci comovido, até descobrir. Eram para Norma, que descia as escadas, lá vai ela deliciar os presentes com tudo o que cantava.
— Enfim, alguma coisa acontece nesta festa, ouvi uma senhora dizer ao meu lado, perua esticando o pescoço para a banda do vento donde vinha carne fresca.
Nesse momento, o cheiro de coisa queimada, e senti como é duro o caminho até lá, até a sabedoria, se é que essa porra existe.

[parte 4, capítulo 15 do livro Agora é que são elas]

Poesia: 1970 (Paulo Leminski)

      Tudo o que eu faço
alguém em mim que eu desprezo
      sempre acha o máximo.

      Mal rabisco,
não dá mais para mudar nada.
      Já é um clássico.

[do livro Distraídos Venceremos]

A maldição de pensar

"A maldição de pensar fez suas vítimas: em minha geração, vi muitos poetas se transformarem em críticos, teóricos, professores de literatura"

[encontrado no site Frases e Pensamentos]

Leminski falando sobre a Linguagem

[rio de mistério] (Paulo Leminski)

        rio do mistério
que seria de mim
        se me levassem a sério?

[do livro Distraídos Venceremos]

Sem Budismo (Paulo Leminski)

        Poema que é bom
acaba zero a zero.
        Acaba com.
Não como eu quero.
        Começa sem.
Com, digamos, certo verso,
        veneno de letra,
bolero. Ou menos.
        Tira daqui, bota dali,
um lugar, não caminho.
        Prossegue de si.
Seguro morreu de velho,
        e sozinho.

[do livro Distraídos Venceremos]

O Hóspede Despercebido (Paulo Leminski)

         Deixei alguém nesta sala
que muito se distinguia
         de alguém que ninguém se chamava,
quando eu desaparecia.
         Comigo se assemelhava,
mas só na superfície.
         Bem lá no fundo, eu, palavra,
não passava de um pastiche.
         Uns restos, uns traços, um dia,
meus tios, minhas mães e meus pais
         me chamarem de volta pra dentro,
eu ainda não volte jamais.
         Mas ali, logo ali, nesse espaço,
lá se vai, exemplo de mim,
         algo, alguém, mil pedaços,
meio início, meio a meio, sem fim.

[do livro Distraídos Venceremos]

[na minha a tua ferida] (Paulo Leminski)

          essa a vida que eu quero,
querida

          encostar na minha
a tua ferida

[do livro La Vie en Close]

[não fosse isso] (Paulo Leminski)

não fosse isso
e era menos
não fosse tanto
e era quase

[matéria é mentira] (Paulo Leminski)

          essa idéia
ninguém me tira
          matéria é mentira

[do livro La Vie en Close]

[esta vida é uma viagem] (Paulo Leminski)

     esta vida é uma viagem
pena eu estar
     só de passagem

[vida e morte] (Paulo Leminski)

      vida e morte
amor e dúvida
      dor e sorte

      quem for louco
que volte

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