Sem Budismo (Paulo Leminski)

        Poema que é bom
acaba zero a zero.
        Acaba com.
Não como eu quero.
        Começa sem.
Com, digamos, certo verso,
        veneno de letra,
bolero. Ou menos.
        Tira daqui, bota dali,
um lugar, não caminho.
        Prossegue de si.
Seguro morreu de velho,
        e sozinho.

[do livro Distraídos Venceremos]

4 comentários:

  1. poema nasceu de velho!!!!
    blog bacanérrimo!
    minha fonte de leminski!

    http://laizinhaferreira.blogspot.com

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  2. que coisa linda, é assimzinho de que eu penso

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Este é apenas um acervo de poemas de Leminski encontradas na internet, com objetivo de divulgar a obra poética deste maravilhoso poeta. Compre os livros!