Parte 4 do cap. 15 de "Agora é que são elas"

— A glória é o aplauso dos pais, disse Propp, me dando um tapinha na bunda, e me impelindo para o salão, onde entrei sob cataratas de palmas, que agradeci comovido, até descobrir. Eram para Norma, que descia as escadas, lá vai ela deliciar os presentes com tudo o que cantava.
— Enfim, alguma coisa acontece nesta festa, ouvi uma senhora dizer ao meu lado, perua esticando o pescoço para a banda do vento donde vinha carne fresca.
Nesse momento, o cheiro de coisa queimada, e senti como é duro o caminho até lá, até a sabedoria, se é que essa porra existe.

[parte 4, capítulo 15 do livro Agora é que são elas]

Um comentário:

  1. Que maneiro! Tô terminando de ler esse livro. É muito bom! Eis um trecho que acabei de ler:


    AGORA QUE SÃO ELAS (parte16, capítulo 31)


    Um dia, cheguei no consultório mais cedo do que de costume, e os surpreendi. Falavam de mim, eu tinha certeza.
    - Acha que já está na hora de suspender o lobo?
    - Nada disso, ele sentenciou. Muito cedo. A retirada do lobo só é aconselhável depois da passagem da função J para a K, entre a vitória sobre o agressor e a reparação do dano.
    - Não acha que ele já sofreu bastante?
    - O coração, minha filha, é um imbecil. Quem não sabe fazer sofrer, não sabe ensinar. Se for me guiar pelo que sinto, nunca vou conseguir fazer bem. O lobo fica.
    (- Ok, professor, vou lhe mostrar com quantos plágios se faz um original).

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